antes de ir…

… gostaria de deixar registrado meu apreço por esse momento sublime da cinematografia brasileira.

“Enquanto tuas mãos brancas, rugosas, tocam o meu sexo, penso nas tuas nádegas flácidas como elas só, de frente para uma janela escancarada e sem vista pro mar.
Teus gestos são sempre os mesmos desde que te conheço.
Tua pele engordura tudo. Tudo.
Teus joelhos doem, teu café é amargo…TÁ TUDO ERRADO, PORRA!
Eu só te peço uma coisa: não vai embora. Por favor, isso não.”

Dica do Everson Bizzi,  amigo de fé, irmão camarada e colecionador incansável do que há de mais obscuro na cultura nacional.

Mais no post original do Poliformo Perverso, MUSIC INSPIRED BY THE BRAZILIAN SACANAGEM MOVIES OF THE 1970’s.

Pronto. Agora eu posso enfrentar em paz o check out,  a fila do check in, o vôo lotado. Até a voz que não para no microfone, listando todas as vantagens do cartão Smiles. Até mesmo a almofadinha sufocante e as bolachas pavorosas.

Acordem bem.

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um quase #fail

Nada poderia gritar mais #fail que passar uma madrugada customizando um novo blogue e não postar. Então bora, porque estou aqui igual, fumando e baixando trilha de pornochanchada como se não houvesse amanhã. Fingindo que não preciso ir pro aeroporto pela segunda vez na semana, porque né?

Vamos ao ponto.

POR QUE ESSE BLOG AGORA?

Ok, eu não atualizo o 8linepoem há séculos. Na verdade nunca atualizei aquela tranqueira direito. Caso é, estou de muda para São Paulo para dar continuação a minha pós-graduação em Jornalismo Cultural (FAAP). Não considero que viva em São Paulo porque flat não é residência, e vou a Porto Alegre todo final de semana. Entretanto, é possível que tudo mude na segunda-feira.

Assim espero. Alugar apartamento em São Paulo é um parto. Normal, sem anestesia. De uma criança de seis quilos.

Em todo caso, amigos me pedem notícias. Então bora dar notícias.

Claro que algum desavisado pode cair aqui acreditando que vai descobrir como se vive em scary metropolis. Se souber, por favor me avise.

Claro que eu preciso de um espaço pra falar, além de 140 caracteres. Como manda o clichê do jornalismo, além de viciada em café sou verborrágica. Amo o Twitter, mas ele emburrece.

Por último, estou desempregada. Tweets e ensaios monográficos simplesmente não são suficientes para manter o texto na linha.

MAS E ESSE NOME? WTF?

O nome é uma piada não mais interna. Nos primeiros dias aqui, eu e meu melhor amigo (oi, Diego!) pegamos a mania de dar bom dia com nomes de bairros de São Paulo. Predominava sempre o “BOM DIA, MOEMA!”.

Não me pergunte o porquê, mas Moema fica sempre na minha cabeça. Desconfio que seja porque é nome de mulher, e eu sou infantil assim mesmo.

Sintam-se em casa. Ou não, como sempre.

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